Breve apontamento

 

A história da ATE começa na mente visionária de um sindicalista democrático, António Augusto Ventura, com atividade sindical desde a sua juventude e dirigente sindical desde 1976. Começou por ser dirigente da tendência sindical socialista que surgiu para travar a ideia de unicidade sindical, com a hegemonia da CGTP. Este movimento levou à criação da UGT – União Geral dos Trabalhadores, de que foi dirigente no fim dos anos setenta. Concomitantemente, foram criados vários sindicatos, entre eles o SINTAP – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, cuja direção integrou, no Porto. Num dos congressos realizados em Lisboa, mostrou discordância com o andamento do SINTAP e propôs que se alterasse o modo de funcionamento do sindicato de forma a que se alargassem os seus horizontes ainda a mais trabalhadores. A principal fonte de inspiração da Associação dos Trabalhadores da Educação foi o próprio António Ventura, secretário-geral desde a sua fundação. Para satisfazer as suas ambições sindicalistas, deu-se conta de que teria de ser criado um novo sindicato, à medida dos seus ideais. Estabeleceu uma rede de contactos, criou um movimento agregador de vontades, com início no Porto, e com implantação geográfica de Caminha a Portimão, com núcleos de expansão em Moimenta da Beira, Resende, Ferragudo, Reguengos de Monsaraz, Coimbra, Setúbal, Mirandela, Bragança. Reuniu uma equipa competente e empreendedora e começou a formar-se uma associação fundada no sindicalismo democrático que abrangeria todos os trabalhadores da área da educação. Em 1997, nascia a ATE.

A ATE – Associação dos Trabalhadores da Educação  foi fundada no primeiro Congresso em 24 de maio de 1997. Foram aí aprovados os primeiros Estatutos, foram eleitos os órgãos dirigentes: o Secretariado Nacional e o Secretariado Permanente, o Conselho Geral, o Conselho Disciplinar e o Conselho Fiscalizador de Contas. Foi registada como associação sindical no dia 14 de julho de 1997. Estava constituída a primeira associação sindical de Portugal que incluía todos os trabalhadores da área da educação.

Desde a primeira hora, a ATE orienta-se pelos valores do movimento socioprofissional democrático, nomeadamente defender o direito a um trabalho digno e à estabilidade no emprego, defender as condições de vida dos trabalhadores da educação, visando a melhoria da sua qualidade, pugnar pela igualdade entre os sexos, designadamente nas condições de trabalho, a incumbência de missões e a responsabilidade em defender e promover a formação permanente e a reconversão e reciclagem profissionais.

A partir da sua fundação, há vinte anos, já se realizaram oito congressos (I Congresso – 24 de Maio de 1997, II Congresso – 25 de novembro de 2000, III Congresso – 29 de Maio de 2004, IV Congresso – 13 de Dezembro 2008, V Congresso – 7 de Julho 2012, VI Congresso – 9 de Fevereiro 2013, VII Congresso – 12 de Maio 2014, VIII Congresso – 4 de março de 2017), com um periodicidade, com raras exceções, de quatro anos, tal como estipulam os Estatutos. As realizações dos Congressos corresponderam a momentos em que o órgão máximo da ATE reafirmou os valores e os princípios fundamentais da associação. Foram sempre uma oportunidade de rejuvenescer as equipas dirigentes e aprovar planos de ação que definiam reivindicações e movimentos de luta de acordo com realidade política e laboral.

Ao longo do tempo, a ATE tem intervindo em várias ações de luta e dinâmicas negociais, quer a nível individual, quer integrada na FENEI – Federação Nacional do Ensino e Investigação e na FESAP – Frente Sindical da Administração Pública. A ATE é, ainda, membro da IE – Internacional da Educação.

No último congresso, a ATE reafirmou a sua estratégia sindical de dignificar o Trabalho, em particular na área da Educação. Essa tarefa exige muitas obrigações: o dever de informar, o dever de esclarecer, o dever de ouvir, o dever de dar voz, o dever de defender, o dever de proteger, enfim, o dever de sindicar, de saber para poder agir.

A ATE renovou a sua imagem, modernizando o seu símbolo, reforçou a sua presença nas redes sociais, foi construída a página ATE que é um meio de informação e esclarecimento privilegiado na divulgação das nossas ideias e nos assuntos de interesse no âmbito da educação. Foi criado, também, um gabinete de atendimento online, com várias caixas de mensagens no sítio da Internet da ATE, de acordo com os interessados e os assuntos a serem tratados.

Responderemos a todas as vossas questões!